Congresso Literário 2014. Programação

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A PROGRAMAÇÃO DOS DIAS 14, 15 e 16 É GRATUITA. 

IMPORTANTE! Os interessados em participar dos painéis oferecidos de 14 a 16 de novembro no Congresso Literário deverão fazer a pré-inscrição através do site do Eventick, de forma a garantir a vaga, e fazer a retirada do ingresso no setor de credenciamento, no local, uma hora antes do início da palestra escolhida, caso contrário, perderá o credenciamento. Para informações detalhadas, leia a página: Acesso ao Congresso Literário: tudo que você precisa saber

Dia 13 de novembro

19h30

Abertura:

Lya Luft e Vicente de Britto Pereira:

“O valor da vida”.

Quando, ao lançar Perdas e danos, perguntou-se a Lya Luft, numa entrevista, sobre o que é mais importante na vida, ela não titubeou: “Primeiro, a vida é mais importante do que a literatura”, e, por fim, disse as coisas que considera as mais importantes na vida: “afetos e a decência”. Portanto, sobre os valores vitais e sobre a vida valorada a cada dia é do que tratará esta conversa, imperdível.

 

Dia 14 de novembro

14h

Cláudio Assis, Xico Sá e Hilton Lacerda, com mediação de Isabela Cribari

“Cinema e literatura: casamento suspeitoso, união estável ou de conveniência?”

Desde pelo menos 1898, quando os franceses adaptaram o Dom Quixote, a 2014, quando o Big Jato, de Xico Sá virou luz e ação de cinema, incontáveis horas e películas se ocuparam de obras literárias. Mas o que significa essa relação? Que liberdade ou libertinagem se permite um cineasta quando lê ou relê um texto? O que é melhor para um filme – ser fiel ou infiel ao livro? E um escritor – o que fica devendo ao cinema?

 

16h

Carina Rissi e Margaret Stohl, com mediação de Ju Costa:

Como seduzir o leitor e mantê-lo fiel.

Os escritores que a crítica mais elogia não raro têm pouco interesse por suas interpretações ou devotam um desdém solene ao que dizem deles. No outro extremo, os de grande sucesso de público parecem ter um caso de amor com o leitor. Um pouco dessa correspondência explicaria que sejam best-sellers. Duas das mais exitosas escritoras da atualidade revelam se há – ou não – receitas infalíveis para isso.

 

18h30

Hwang Sun-Mi e Braulio Tavares, com mediação de Abel Menezes

Escrever com alegria: a imaginação e a fantasia na literatura

“Gosto de escrever sobre pessoas em meus romances, mas me sinto muito mais livre quando escrevo uma fábula”, disse, numa entrevista, Hwang Sun-Mi. “Eu costumo anotar sonhos, há mais de 30 anos. Muitas das minhas histórias nascem de sonhos. Se eu não entendo o sonho, melhor ainda”, contou Bráulio Tavares. E mais dirão e contarão ao público da Fliporto.

 

20h15

Romero de Andrade Lima:

Aula-espetáculo “O Trovador Cariri”

Nesta Aula-espetáculo o narrador vai contando como o Mestre construiu os seus poemas… Tanto pelo que o poeta deixou por se escrito, quanto pelo que o pintor escutou dele pessoalmente… E durante a narrativa vai também relatando como fez sua leitura ilustrada dos versos… E como musicou com toadas populares para apresentá-los na antiga tradição da fala cantada…

 

Dia 15 de novembro

14h 

Adriana Falcão, Homero Fonseca, Rodrigo Garcia Lopes, com mediação de Samarone Lima

Grandes e pequenos truques para contar boas histórias

Três autores muito diferentes entre si, mas tendo em comum a engenhosidade com que escolhem seus temas e cativam seus leitores. Seja nas narrativas que partem do cotidiano, ou das que buscam inspiração no cinema e no teatro, ou nas complicadas tramas do romance policial, existe um desafio comum: como contar uma história? O que cada um faz para gerar suspense, criar enigmas e resolvê-los.

 

16h

Lira Neto:

Conferência “Humanizando os mitos: as biografias do Padre Cícero e de Getúlio Vargas”

Num país em que biografar os vivos é algo atualmente sujeito a polêmica e até censura, como será contar a vida de dois dos mais celebrados personagens da história do Brasil – o padre Cícero e o “pai dos pobres” – Getúlio Vargas? Lira Neto, que escreveu os melhores livros já publicados sobre ambos, explica como foi sua pesquisa, redação e repercussão do trabalho, e dá dicas sobre como elaborar boas biografias.

 

18h30

Eliene Medeiros da Costa, Priscila Varjal e Rafael Monteiro, mediação de Marcelo Pereira:

A dimensão do humano em Raimundo Carrero – Família, religião e loucura.

Seus títulos são cheios de força dramática e trágica. As sombrias ruínas da alma, Sombra severa, Somos pedras que se consomem são alguns. Mas, independentemente de como se chamem seus livros, é do “humano demasiado humano” que tratam. Mais do que nietzschiano ou dostoievskiano, esse mundo povoado de família, religião e loucura é uma cosmovisão muito própria, que fascina os seus leitores e críticos mais atentos.

 

20h

Martin Sixsmith conversa com Silio Boccanera:

A incrível e triste história de Philomena e as freiras desalmadas

Mãe solteira irlandesa tem o filho tomado por uma instituição católica e entregue à adoção contra sua vontade. Poderia ser o resumo de uma história dramática de cinema. E é. Indicado ao Oscar e com grande êxito de público. O filme Philomena, do britânico Steve Coogan. Baseado numa história real escrita por Martin Sixsmith, que lança o seu livro na Fliporto e conta tudo da obra numa entrevista exclusiva ao jornalista Silio Boccanera. Falará de como chegou à história, outros casos de adoção dramática que descobriu desde então, do clima repressivo na Irlanda da época, o papel das freiras e da Igreja num país cegamente católico, as diferenças entre livro e filme.

 

Dia 16 de novembro

14h

Lourenço Mutarelli e Ondjaki, com mediação de Sidney Rocha

Roteiro, narrativas e imagens: as técnicas do cinema e da literatura: aproximações e distanciamentos.

Num mundo saturado de imagens e de narrativas, o que distingue o trabalho do escritor do que realiza um cineasta? E o roteirista, que papel tem para o resultado de um filme? As imagens no cinema, na literatura e na História em Quadrinhos, por exemplo, são essenciais – mas o que há de específico em cada uma delas? Dois dos mais premiados autores da atualidade contam de suas experiências nesses gêneros.

 

16h30

Carlos Newton Jr., Adriana Falcão e Bráulio Tavares, com mediação de Lourival Holanda

Ariano Suassuna: do teatro ao romance e do romance ao cinema

Se há algo que caracteriza toda a obra de Ariano Suassuna – na poesia, no teatro, no romance e até no que produziu sob forma pictórica – é a força narrativa e dramática. Com uma capacidade inigualável de comover, seja fazendo o seu público gargalhar, seja levando o seu leitor pensar e sentir algo tão grave como nas tragédias. Um professor especialista em seus textos, e dois escritores-roteiristas que fizeram os seus personagens vivos na tela da TV comentam suas leituras e releituras desses e outros livros.

 

18h30

Samarone Lima, Geneton Moraes Neto e Vladimir Carvalho:

“Prefiro Tolstoi”: Ariano Suassuna e seus leitores, os segredos das e aulas-espetáculo e as entrevistas.

Era um entrevistado do tipo que os bons repórteres “pedem a Deus”. As frases de impacto surgiam aos borbotões e espontaneamente. Certa vez, um jornalista perguntou a ele: “O que o senhor acha da Aids?” Ariano ficou em silêncio, e em seguida, respondeu: “Prefiro Tolstoi”. As aulas-espetáculo, as entrevistas e revelações de bastidores são o tema deste bate-papo.

 

20h30

Encerramento:

Palestra de Raimundo Carrero em homenagem a Ariano Suassuna e concerto de Antônio José Madureira

“A morte – o sol de Deus”, “A vida – a estrada” e muitas outras obras compôs Antônio José Madureira com Ariano Suassuna, com quem fundou o Movimento Armorial, nos anos 1970.  Também do movimento participou o romancista Raimundo Carrero, sua A história de Bernarda Soledade – A Tigre do Sertão tem os elementos da estética armorial. Um antológico encerramento da Fliporto 2014 com a conferência-recital. A melhor homenagem ao Mestre.

 

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Apresentação publicada em 13 de maio de 2014 às 15:06, antes da partida de ARIANO SUASSUNA (Recife, 23 de julho de 2014), o homenageado desta décima edição da FLIPORTO.  

Tenho duas armas para lutar contra o desespero,
a tristeza e até a morte: o riso a cavalo e o galope do sonho
É com isso que enfrento essa dura e fascinante tarefa de viver.

ARIANO SUASSUNA
(João Pessoa, 16 de junho de 1927 — Recife, 23 de julho de 2014)

A Fliporto completa dez anos. Uma década de uma festa literária internacional é algo que por si já tem grande significado. Em Pernambuco – e no Nordeste –, trata-se de algo inédito, único. Ao longo da história das realizações culturais na região, o mais frequente sempre foi: a presença de um grande autor internacional era algo esporádico e tão raro que saudava-se como um grande acontecimento. A Festa Literária Internacional de Pernambuco fez nomes ilustres assim repetirem-se às dezenas. Dos mais variados recantos do planeta. Da Argentina ao Líbano. Da Venezuela a Israel. Da Colômbia à Espanha. Da França a Angola. Do Caribe à Inglaterra. De Moçambique aos Estados Unidos. De Portugal ao Paquistão. Da Alemanha ao Japão, Canadá etc.

O gosto e o cuidado com a identidade cultural marcaram a festa desde o início, com o destaque para os grandes autores pernambucanos lado a lado com os mais lidos e premiados escritores do país.

Foi a Fliporto a primeira festa literária do Brasil a colocar sistematicamente a literatura em diálogo com as artes, as ciências, os meios de comunicação. Numa grande celebração democrática do livro e da leitura. Em múltiplas linguagens. Tem sido o diálogo o seu estilo, seu jeito, seu modus operandi. É por isso mesmo um grande festival de ideias em movimento.

Ao longo de sua história, a Festa Literária tem conseguido harmonizar a manutenção do que lhe é mais caro e excelente com a renovação e a inovação. Esta é uma das razões do seu sucesso crescente. Celebrando os dez anos de realização ininterrupta, há novidades em sua estrutura (ampliando ainda mais o seu pertencimento à cidade que a acolhe), com alterações em sua estrutura física, e mantendo a qualidade de sua programação que é a sua grande marca. Desde o início em Porto de Galinhas até o momento em que aportou em Olinda, a Fliporto tem sintonizado cultura e natureza. Não por acaso foram as escolhas de monumentos naturais e culturais para situar-se. Aberta ao mundo, olhando o mar e solidamente fincada na excelência da cultura de sua gente e sua terra. Em Olinda a Fliporto exercita essa síntese. Começando como um grande carnaval numa praça, a Festa em 2014 se integra nas casas, nos auditórios, nos equipamentos da cidade. Em vários endereços da cidade-patrimônio. Em parceria com diversas instituições, que, por sinal têm apoiado a festa literária com muito fervor ao longo destes anos. O circuito cultural Fliporto se expande, integrado, em diversos centros. Para que escritores, leitores, editores, livreiros, artistas conheçam mais, visitem mais, desfrutem mais, valorizem mais os tantos sítios do grande sítio histórico e cultural que é Olinda. A sustentabilidade (aliada à tecnologia, é claro) perpassando tudo isso.

Outra novidade que a Fliporto põe em prática ao comemorar dez anos é a escolha dos homenageados. Três grandes escritores vivos e do maior destaque da literatura brasileira. O paraibano Ariano Suassuna é o homenageado do palco principal da Festa: o congresso literário. A carioca (tão recifense!, tão pernambucana!) Adriana Falcão é a homenageada da Fliporto Criança e Fliporto Nova Geração. O escritor pernambucano Raimundo Carrero é o homenageado da Feira de Livros.

O tema de 2014 põe em evidência um dos diálogos mais frequentes e de imenso alcance da literatura: o cinema. Da primeira história contada ao primeiro filme rodado, a imagem e o movimento escancaram um casamento nada suspeitoso do cinema com a literatura, quadro a quadro, palavra a palavra. Relação tão íntima e tão natural que fez o mestre Ariano Suassuna também escrever um roteiro para filme, “O Sedutor do Sertão”, e a dizer a um dos maiores cineastas brasileiros, Glauber Rocha:

“Os espetáculos populares do Nordeste – o bumba-meu-boi, o auto dos guerreiros, a nau catarineta, etc. – poderiam fornecer ao teatro e ao cinema nordestinos as roupagens imaginosas, a música, a dança, as lutas de espada, as máscaras, as histórias, os heróis e os mitos que lhes dariam espírito realmente brasileiro, como acontecera com o Teatro Nacional e Popular Japonês, em relação ao cinema épico de ‘samurai’.”

A literatura e o teatro de Ariano em forma de filme e diversos outros autores, diretores, roteiristas mostrarão em novembro na Fliporto que a literatura é coisa de cinema, mas o cinema que seduz e é seduzido pelas grandes histórias-estórias, com e sem câmera, a luz, a ação, a imaginação. A Direção

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Foto em destaque de Marcus Prado (detalhe)

Publicado em: 13 de maio de 2014 às 15:06

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11 Comentários

  1. Gostaria de saber se terá inscrições para todos os dias do Congresso Literário (pacote único) para os estudantes universitários, igual ao ano passado, com certificados de horas.

    • Olá, Ednalma Sousa,

      A FLIPORTO este ano é totalmente gratuita. Em breve estaremos divulgando o sistema de acesso aos diversos segmentos do evento e outros detalhes.

      Seja bem-vinda.

  2. CLAUDIA NASCIMENTO on

    Olá,

    Não encontrei informações sobre ingressos para a palestra de abertura no dia 13, no site da Eventick os ingressos disponíveis são para as apresentações do dia 14 em diante, Qual será o procedimento para o dia 13?

    • Olá, Cláudia Nascimento,
      não houve ingressos para a abertura com Lya Luft. O espaço só comportou convidados.
      Mas você pode acompanhar toda a cerimônia de abertura e demais painéis do Congresso Literário pelo nosso site.
      Bem Vinda!

  3. Rachel Rodrigues on

    Consultei a Eventick, mas não há mais nenhum ingresso disponível para as conferências que desejo assistir. Haverá telão para os que não conseguiram ingresso acompanhar a apresentação?

    • Olá, Rachel Rodrigues,
      realmente todos os ingressos estão esgotados, salvo desistências de última hora que acreditamos ser difíceis.
      Mas você pode comparecer e aguardar alguma vaga. Teremos também um telão no local para aqueles que não conseguiram ingressos.
      Além disso, você pode acompanhar todo o Congresso Literário por este nosso site ao vivo.
      Seja bem-vinda!

  4. zilma leite dos santos on

    Caros e Caras,

    Como proceder para assistir a palestra de abertura da Fliporto (Lya Luft), existe ingressos e como será a participação do público?

    Aguardo resposta
    Zilma

    • Olá, Lucídio,
      não houve ingressos para a abertura com Lya Luft. O espaço só comportou convidados.
      Mas você pode acompanhar toda a cerimônia de abertura e demais painéis do Congresso Literário pelo nosso site.
      Bem Vindo!

  5. FERNANDO ANTONIO DE OLIVEIRA BARROS JUNIOR _ on

    Prezados,

    Não estou conseguindo fazer minha inscrição neste site da fliporto, pois diz que os ingressos estão esgotados, como poderei assistir aos eventos sem ser no site? Nunca fiquei sem ingressos em eventos passados, esta é a primeira vez.

    Att

    Fernando

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