Luiz Carlos Monteiro (1957 – 2011)

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POEMA SERTANIENSE
OU NAS RUAS DA VELHA CIDADE

Nas ruas da velha cidade
batidas de sinos vibrando
Vai lentamente um cortejo
silencioso avançando

Procissão missa ou enterro
os sem-aviso sondando
Se procissão – Muito bem
Se funeral – Isso é mau

Rua Velha
velha igreja
última bênção Final

(In Poemas, 2003, p. 41)

Organização: Antônio Campos e Cláudia Cordeiro, Edição: 2ª, Ano: 2010. Editora Carpe Diem. LUIZ CARLOS MONTEIRO (1957 – 2011)**
Poeta, professor e crítico literário, nasceu em Sertânia, PE, em 24 de outubro de 1957 e morreu na cidade de Arcoverde em 2011. Em 1972, radicou-se no Recife, onde viveu intensamente a vida literária. Iniciou o curso de Engenharia de Minas em 1976, na UFPE, inter- rompendo-o posteriormente. É formado em Pedagogia e mestre em Teoria da Literatura pela mesma universidade. Entre as décadas de 70 e 80, fez parte do movimento estudantil e do movimento dos escritores independentes de Pernambuco. De 1987 a 1992, passou a residir na Mata Sul do Estado, dedicando-se ao ensino médio e participando, como militante, de movimentos políticos e sindicais no município de Rio Formoso e circunvizinhanças. Publicou cerca de 200 artigos e ensaios de crítica literária em revistas, jornais, sites e blogs de Pernambuco e de outros estados. Seus poemas vêm aparecendo com maior frequência em antologias e jornais alternativos. Tem participado de eventos e encontros literários diversos, entre eles, a Bienal do Livro de Pernambuco e a Fliporto, e de colóquios acadêmicos na UFPE.
Obras do autor: Na solidão do néon (1983); Vigílias (1990); Poemas (1999); O impossível dizer e outros poemas (2005); Para ler Maximiano Campos (2008); Prêmio Maximiano Campos nas suas versões 2, 3 e 4 (2008); Musa fragmentada, a poética de Carlos Pena Filho (2009);  Cronistas de Pernambuco (2010)

 

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